Discurso integral do presidente Manuel João Vieira no dia 7 de Novembro de 2015 a bordo da Caravela ARCA. Rio Tejo, Lisboa

Os piolhosos parasitas que nos governam, esses excrementos putridos que sugam o sangue das nossas belas virgens, esses criminosos de cu- marinho branco essas portas que abrem para os abismos infernais de uma dívida que é a escravidão mais absoluta das nossas gentes, devem ser eliminados no Campo Pequeno o quanto antes. Um campo onde os coelhos estão atacados de mixomatose. Morte aos traidores — morte. Vivam os Ferraris vivam.

O paraíso português será um mundo em que na eterna primavera os portugueses farão amor com Ferraris dentro de patinadoras russas e as portuguesas farão amor com lavagantes e beberão o champanhe do esperma do amanhã.
Os amanhãs que cantarão como galos de barcelos loucos, nas verdejantes e luminosas paisagens de um éden eterno. Seremos nós as anjas e os anjos, os Sãos Pedros e os deuses de um Olimpo estrelado de azul e de transparência.
Porque a transparência neste momento não abunda, meus amigos. A bunda que desejamos é-nos roubada sistematicamente por um sistema automático de roubo e propaganda.

Propaganda do sentido único da economia e da política, de uma autocracia financeira em que os novos padres são os economistas de pacotilha, em que o querido líder é uma nota de 500 com asas que ninguém pode tocar. Um corredor que fechou todas as portas e que é preciso percorrer até à morte sem reforma.

Esta caravela autentica do sec XIV, melhorada pelos nossos mecânicos e carpinteiros do Portugal dos Pequenitos, reflecte a milagrosa história de uma nação que nunca deveu nada a ninguém e que sempre roubou tudo a toda a gente. É esse o caminho, o caminho da pilhagem do nosso futuro, contra a ordem sempre, pela desordem sempre.

Viva o bagaço, viva o vinho, viva o sexo, viva a comida.

A esquerda que se une ou não terá o seu destino ou não. Não me pronuncio sobre um jogo onde se devem mudar as regras sempre a meio. Ainda bem, ainda mal, menos mal que ainda bem, nem sim nem não, antes pelo contrário.
Hecatombes de vacas ao Candidato Vieira serão apreciadas pelos deuses.
Porque é que não dividimos a terra de Portugal igualmente por todos os portugueses e adoptamos uma sociedade em que o capitalismo de estado faça de cada português um accionista deste país?

A direita sempre unida em torno do enrabamento fóssil dos portugueses que derramam a languidez musculada do austrolopiteco, beberá o sangue dos menstruados carapaus que envenenam esqueletos dos nossos egrégios avós.

Onde estás tu, República? Onde está o teu olhar pedagógico, cultural, maternal?
Onde estás tu, democracia?
Onde está a liberdade?
A igualdade?
A fraternidade?
Que te fizeram? Quem poluiu, quem rasgou os teus lençois de linho, teus tão castos lençois?
Quem quebrou (que furor cruel e simiesco!) a nossa mesa de cear em tábua tosca de pinho? E nos espalhou a lenha? E nos entornou o vinho? – Da nossa vinha o vinho acidulado e fresco?…

É por isso que devemos retornar aos antigos e sãos valores dos nossos antepassados, quando o vinho era canalisado, quando os rios de bagaço cascateavam no percurso das naus da India, quando as laranjas da paixão despejavam os seus nectares sobres as famílas, quando os animais falavam, quando todas as pessoas se amavam, quando o trabalho era lazer e o lazer era trabalho, quando a dívida era apenas de gratidão?

É por isso que eu proponho aos portugueses um novo contrato, um contrato que não prende ninguém a nada a não ser à sua honra, um contrato que não tem letras pequenitas, onde as palavras francas franquearão o limiar de uma nova sociedade baseada na justiça, a verdadeira justiça, baseada não na formatação estereotipada do Homo Imbecillis, mas nas dádivas generosas da natureza e da república para uma sociedade inteligente, feita de individuos de pensamento livre.

A nós a ambrosia, a nós as aguardentes velhas, os cozidos, os bifes de lombo, os belos corpos desnudos, os Ferraris e a nós a terra mágica de Portugal.

Assinem Vieira PARA VOTAR VIEIRA!
FAÇAM-SE sócios do clube vieirense e militantes do PA, o Partido da Abstenção
Insiram a vossa mente no parquimetro da confiança, descansem as vossas mulas no bordel do cabo da boa esperança.

Vota vieira vieira é amigo vieira está contigo

O resto é lixeira o resto é caganeira
o resto é varejeira
o resto é asneira
o resto é bandalheira
o resto é baboseira
o resto é basbaqueira
Vota Vieira
Vieira é Videira
Vieira é bebedeira
Vieira é Dino Meira
Vota Vieira