{"id":2093,"date":"2018-10-24T19:29:39","date_gmt":"2018-10-24T19:29:39","guid":{"rendered":"http:\/\/mjvieira.com\/site\/?p=2093"},"modified":"2018-10-24T19:29:39","modified_gmt":"2018-10-24T19:29:39","slug":"remix-de-um-remix","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/mjvieira.com\/site\/remix-de-um-remix\/","title":{"rendered":"REMIX DE UM REMIX"},"content":{"rendered":"<p>Remix de um remix<\/p>\n<p>Aqui vai um remix para ser remixado (em redobles) do Material Vieira<\/p>\n<p>\u201cestava pr\u00f3xima a P\u00e1scoa dos judeus<br \/>\ne Jesus subiu a Jerusal\u00e9m.<br \/>\nNo Templo,<br \/>\nencontrou os vendedores de bois, ovelhas e pombas<br \/>\ne os cambistas que estavam a\u00ed sentados.<br \/>\nFez ent\u00e3o um chicote de cordas<br \/>\ne expulsou todos do Templo,<br \/>\njunto com as ovelhas e os bois;<br \/>\nespalhou as moedas<br \/>\ne derrubou as mesas dos cambistas.<br \/>\nE disse aos que vendiam pombas:<br \/>\n\u2018Tirai isto daqui!<br \/>\nN\u00e3o fa\u00e7ais da casa de meu Pai uma casa de com\u00e9rcio!\u2019<br \/>\nSeus disc\u00edpulos lembraram-se, mais tarde,<br \/>\nque a Escritura diz:<br \/>\n\u2018O zelo por tua casa me consumir\u00e1\u2019.<br \/>\nEnt\u00e3o os judeus perguntaram a Jesus:<br \/>\n\u2018Que sinal nos mostras para agir assim?\u2019<br \/>\nEle respondeu:<br \/>\n\u2018Destru\u00ed, este Templo,<br \/>\ne em tr\u00eas dias o levantarei.\u2019\u201d<\/p>\n<p>A arte portuguesa \u00e9 t\u00e3o boa\u2026<\/p>\n<p>T\u00e3o boa, t\u00e3o boa\u2026.<\/p>\n<p>J\u00e1 foi melhor e nunca foi t\u00e3o boa. A arte portuguesa \u00e9 a mais bela do Mundo<\/p>\n<p>A mulher portuguesa \u00e9 o origami da Arte portuguesa quando se dobra em posi\u00e7\u00f5es impossiveis. Da\u00ed v\u00eam-se em orgasmos casc\u00e1ticos as gravuras de foz cona, erradamente atribuidas a Foz C\u00f4a, poeta err\u00e1tico do s\u00e9c das trevas portugu\u00eas, as pinturas de<br \/>\nTodos os seculos s\u00e3o s\u00e9culos das trevas portugueses<\/p>\n<p>Portugueses: Sois tenebrosos<br \/>\nE portanto luminosos.<\/p>\n<p> como a que n\u00e3o \u00e9 nem deixa de ser portuguesa que \u00e9 t\u00e3o boa como as melhores quando n\u00e3o se limita a ser s\u00f3 das melhores quando n\u00e3o se limita a ir com as outras marias vomitar nas pias.<br \/>\nAs pias das tias s\u00e3o as castanhas espumas dos dias nos entroncamentos dos nossos rios, esgotos a c\u00e9u aberto da nossa consciencia anal.<br \/>\nDevemos ir com as outras marias?<\/p>\n<p>Mariazinha quero ir \u00e1 cu-zinha pra cheirar teu bacalhau<\/p>\n<p>Animal portuguesa: O Vaca-lhau<br \/>\nOnde enfio o meu pincel de pr\u00edapoi<br \/>\nOnde borro em mil matizes petizes quais espermatozoides- que ganham a consciencia das suas pernas de r\u00e3<\/p>\n<p>Batr\u00e1quios de todo o Mundo uni-vos! Vamos! Vamos!<\/p>\n<p> Mas ir para onde? Quermos vomitar de gatas em retretes de museus? Devemos pensar com os nossos pr\u00f3prios test\u00edculos que pensam impr\u00f3priamente os pr\u00f3prios test\u00edculos e os ov\u00e1rios ao contr\u00e1rio? <\/p>\n<p>O Ov\u00e1rio \u00e9 o mundo perfeito, est\u00e1 feito<br \/>\nJ\u00e1 est\u00e1 tudo feito.<\/p>\n<p>Perfeito<br \/>\nDesfeito<\/p>\n<p>N\u00e3o tivemos coloniza\u00e7\u00e3o, tivemos colhonisa\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>O Test\u00edculo \u00e9 um pre-texto pensante. Tudo o resto \u00e9  ov\u00e1rios intelectuais  e actuais como os demais. <\/p>\n<p>O text\u00edculo \u00e9 texto feito com o test\u00edculo.<br \/>\n Assim, Cam\u00f5es escreveu com os seus colh\u00f5es<\/p>\n<p>Ah grande Cam\u00f5es,<br \/>\nSe tivesse a tua pena<br \/>\nE as tuas ilus\u00f5es<br \/>\nEscreveria \u00e1s centenas<br \/>\nPoesias nos balc\u00f5es<\/p>\n<p>Tudo o resto \u00e9 muito bonito e vivemos num mundo muito bonito e vivemos num mundo variegado \u00e0 beira da extin\u00e7\u00e3o do variegado, \u00e0 beira da extin\u00e7\u00e3o de tudo o que se desvia de tudo o que se desvia das hipot\u00e9ticas regras h\u00edper contradit\u00f3rias que s\u00e3o imita\u00e7\u00f5es de outras hipot\u00e9ticas regras h\u00edper contradit\u00f3rias que os vendilh\u00f5es impingem \u00e0 sociedade democr\u00e1tica controlada<\/p>\n<p>Democracia sim, mas controlada<br \/>\nControlada pelos vendilh\u00f5es<br \/>\nArte sim mas controlada<br \/>\nO g\u00e9nio est\u00e1 na mediocridade<br \/>\nA mediocridade \u00e9 control\u00e1vel.<\/p>\n<p>Os vendilh\u00f5es s\u00e3o os mexilh\u00f5es do abysmo, os necromanos da democracia.<\/p>\n<p>Uma sociedade democr\u00e1tica pode constituir um verdadeiro perigo para os accionistas. deixa-nos com o verdadeiro perigo que sobra aos accionistas. Os pr\u00f3prios accionistas s\u00e3o os principais inimigos dos accionistas.<br \/>\nCastelos no Ar, Vacas rigorosamente decepadas, <\/p>\n<p>E Deixa-os l\u00e1 falar, diz o velho do Restelo no seu Jaguar. H\u00e1 de se cansar e morrer na cruz do esquecimento, \u00f3 filho! Assim o verdadeiro artista, aquele que assina como verdadeiro artista, aquele que faz a arte e que continua fazer a arte e que continua o cord\u00e3o umbilical que vem do cord\u00e3o umbilical que vem de Lascaux ( mesmo que alguns afirmem vir apenas do Sec. XIX, devido \u00e0 modernidade, essa ruptura simiesca) \u00e9 tamb\u00e9m um s\u00edmio que se reconhece na aldeia de macacos da modernidade e seus posts afins. E fica content\u00edssimo com o estar a macaquear-se de contentamento.<\/p>\n<p>Dever\u00edamos ser um nicho ex\u00f3ctico neo-neanderthal\u00f3ide? Hoje ser\u00e1 mais simples de compreender o que sempre foi simples de compreender? Se n\u00e3o se compreender algu\u00e9m tem de mais uma vez explicar a arte que de se d\u00e1 a explicar, a arte autista que se pode fazer, e que deve ser autista para se poder fazer em auto explicadista para no fundo prometer a valer. Porque o publico \u00e9 burro, um dejecto explicadista com desprezo acoplado de se achar importante p\u00fablico. E sendo o publico burro, n\u00e3o percebe nada de arte mesmo que queira e n\u00e3o seja intrinsecamente est\u00fapido. Nem se percebe se percebe ou n\u00e3o percebe nada de arte porque a arte n\u00e3o ajuda a ser percept\u00edvel ou \u00e9 incompreens\u00edvel \u00e0s vezes. N\u00e3o tem profundidade na sua intui\u00e7\u00e3o pl\u00e1stica, nem tem profundidade na sua intui\u00e7\u00e3o te\u00f3rica. Tens de lhe fazer um desenho porque j\u00e1 ningu\u00e9m sabe fazer um desenho e dos que sabem fazer desenhos os piores s\u00e3o os artistas n\u00e3o s\u00f3 a fazer mas a compreender os desenhos. \u00c9 preciso fazer-lhes desenhos para compreenderem os desenhos que j\u00e1 n\u00e3o conseguem fazer. De resto, os agentes policiais do Mundo s\u00e3o os Jesuses da Arte. Jesus cristo seria hoje preso se aparecesse a pintar ou a desenhar e se escarrasse nos vendilh\u00f5es do templo da arte a discursar, em mau ,vagas teorias de arte?<\/p>\n<p>Um artista para vingar como artista evita ser original. S\u00f3 tem que evitar ser original porque s\u00f3 tem hip\u00f3tese se for desoriginal. Ao contrario dos ex\u00f3ticos, instalados na sua legitimidade dos ex\u00f3ticos, instalados na sua legitimidade politicamente correcta, ele tem de seguir a senda politicamente correcta, ele tem de seguir aquilo que os galeristas-colecionadores-curadores-cr\u00edticos acreditam sem acreditarem naquilo que se julga que os galeristas-colecionadores-curadores-cr\u00edticos acreditam ser o paradigm\u00e1tico da arte que est\u00e1 a dar.<\/p>\n<p>Para quando um Museu do Esquecimento?<\/p>\n<p>O  Janus da arte est\u00e1 em parecer ser o paradigm\u00e1tico Janus da arte. Como dizia o s\u00e1bio de orelhas de burro: \u201cN\u00e3o inventes! Isso \u00e9 coisa de burro! N\u00e3o inventes porque h\u00e1 uma m\u00e1quina a inventar-te para que sejas inventado!\u201d A isto acrescenta-se uma suposta originalidade portuguesa nas artes: acrescenta-se uma originalidade nas artes a fazerem-se portuguesas \u00e0s escondidas das espanholas, das russas, das escocesas e das guinienses: \u201cN\u00e3o rias n\u00e3o provoques n\u00e3o gozes , n\u00e3o teimes, n\u00e3o queimes, n\u00e3o asses, n\u00e3o disfarces, que isto \u00e9 muito s\u00e9rio a fingir n\u00e3o ser a s\u00e9rio seu palerma!\u201d. A arte que podes fazer \u00e9 palerma. A arte que podes fazer acaba por equ\u00edvoco em arte chinesa, em arte indiana, em arte sul americana, em arte dos perturbados, em arte gay americana com sotaque espanhol, em arte de an\u00f5es esquim\u00f3s, em arte transg\u00e9nero hisp\u00e2nica, em arte do politicamente correcto com clich\u00eas machistas-leninistas-feministas e berloques kitsch e galeristas alem\u00e3es.<\/p>\n<p>Ah, \u00e9 a tal arte pedag\u00f3gica sobre ela pr\u00f3pria. A arte faz cada vez mais arte sobre a arte pedag\u00f3gica sobre ela pr\u00f3pria. A arte da tecnologia gosta da arte do bom acabamento que faz minetes \u00e0 tecnologia. A arte do bom acabamento competente acha que \u00e9 a arte exdrux\u00fala da Filosofia. A arte competente e da provoca\u00e7\u00e3o aparente para consumo dos novos ricos do post-capitalismo financeiro \u00e9 arte que se faz passar por incompreens\u00edvel Filosofia (ou nem por isso) com piscadelas de olho \u00e0 pol\u00edtica mais radical (no cl\u00e1ssico urinol!). Vendemos o que \u00e9 tamb\u00e9m o ar do tempo muito depressa. Vendemos pol\u00edtica com conversa fiada. Vendemos a arte de vender o ar do tempo. Vendemos tamb\u00e9m o ar do templo em saldos. Vendemos artistas jovens para imolar no templo das finas finan\u00e7as. Vendemos revela\u00e7\u00f5es dos melhores do mundo com garantia de revolu\u00e7\u00e3o adiada e permanente. Dar-vos-emos os melhores do mundo em tr\u00eas tempos e quando estiverem usados deit\u00e1-los-emos fora em tr\u00eas tempos. Quando estiverem reciclados, revisitados, redescobertos tamb\u00e9m os deitamos fora para baixo da alcatifa das revistas actuais para serem antigas, pitorescas, patuscas, curiosas, vintage, amigas. Para baixo da alcatifa das revistas de arte usadas \u00e9 que \u00e9! H\u00e1 artistas que \u00e0 partida j\u00e1 s\u00e3o para arte usada e esquecida. H\u00e1 artistas que j\u00e1 ningu\u00e9m quer, malabaristas que ca\u00edram fora do goto, predestinados para n\u00e3o terem rede, ou terem a rede rota. O artista portugu\u00eas quer a rede que n\u00e3o tem para ser malabarista remendado e mal negociado. O artista portugu\u00eas \u00e9 um esquim\u00f3 que se enganou na geografia. Passou r\u00e1pidamente de novo a ex\u00f3tico e depois a aned\u00f3tico. \u00c9 um esquim\u00f3 que passou uma vida a fazer figurinhas que s\u00e3o c\u00f3pias talvez fieis de figurinhas em marfim de le\u00e3o marinho. Agora o seu marfim vale apenas o marfim barato de le\u00e3o marinho. Agora o seu filho faz instala\u00e7\u00f5es com baleias e o filho do filho faz instala\u00e7\u00f5es com baleias e petroleiros!!! A Arte \u00e9 uma baleia esmagada por petroleiros!!! A Arte \u00e9 uma baleia com p\u00e9s de chumbo. A Arte com p\u00e9s de chumbo vencer\u00e1!!!<\/p>\n<p>A Arte \u00e9 tudo no Tudo da Arte. \u00c9 Panarte que \u00e9 tudo abaixo de tudo, escarrada, esmiu\u00e7ada, avacalhada e escorra\u00e7ada pela fada. O Tudo \u00e9 Arte-Panarte acompanhado de Panadinhos de arte. Vejam aqui estes maravilhosos Panadinhos de arte do Capit\u00e3o Vil\u00e3o. Vejam aqui esta maravilhosa e corajosa artista feminista armada em maravilhosa e corajosa artista feminista na sua exposi\u00e7\u00e3o dos problemas de g\u00e9nero a gesticular g\u00e9neros de problemas! Amamos a sua exposi\u00e7\u00e3o de geniais problemas de g\u00e9nero, muito gen\u00e9ricos, e receitados! A sua arte respira o ar da sua arte e respira mal o ar do tempo! Jesus Cristo era uma mulher fora do tempo! Jesus Cristo era uma mulher maluca sem cancro da pr\u00f3stata! Os ap\u00f3stolos tamb\u00e9m!<\/p>\n<p>Toma l\u00e1 a arte chinesa, a arte indiana, a arte a sul do conceito, a moda da \u00faltima esta\u00e7\u00e3o no sal\u00e3o, a moda do primeiro estafermo no inferno, a moda da moda de n\u00e3o estar na moda, a moda do espectador boquiaberto, a moda dos  vendilh\u00f5es do incerto.  O espectador boquiaberto deixa entrar na boca a mosca varejeira dos vendilh\u00f5es e as solu\u00e7\u00f5es que ir\u00e3o em saldos a leil\u00e3o. Em banha da cobra e em solu\u00e7\u00f5es venham os pap\u00f5es. De banha da cobra e de ironia sai uma virgem Maria. Vejam este artista ex colonial a exp\u00f4r fotografias de \u201cpretos oprimidos\u201d no quintal. Vejam este artista post-colonial que transpira a verdadeira realidade cosmopolita de aproveitar para neg\u00f3cio pr\u00f3prio o sofrimento alheio. Sintam a sovaqueira dos problemas metapol\u00edticos da revers\u00e3o civilizacional com Museu e ministro pateta a achar giro! J\u00e1 ningu\u00e9m acredita em problemas metapol\u00edticos da revers\u00e3o civilizacional sen\u00e3o na arte de den\u00fancia para juntar ao repert\u00f3rio museol\u00f3gico da m\u00e1 consci\u00eancia! Mas que h\u00e1 opress\u00e3o aqui e agora em toda a parte do mundo, fodida a valer, ai isso h\u00e1! Aten\u00e7\u00e3o fregueses!<\/p>\n<p>J\u00e1 n\u00e3o interessa \u201ccomo \u00e9 engra\u00e7adinho\u201d. Agora \u00e9  \u201ccomo eram engra\u00e7adinhos\u201d. E ainda por cima com o tal respeito por uma cultura de falso respeito, ou uma cultura de luta sem ter que ir \u00e0 luta por uma identidade transg\u00e9nica de nativo t\u00edpico internacionalizado. Amilcar Cabral em pai de Natal. Tudo luta por uma identidade astuta. E \u00e9 mesmo isso expresso nas novas e radiosas democracias europeias, africanas, orientais, sul-americanas, em crise, pouco exemplares, gananciosas, corruptas, filhas da puta. Tudo isso impresso nas gastas e ba\u00e7as formas da arte ocidental-acidental \u2013 temperadas museologias com ganas de exotismo fresco, quando j\u00e1 n\u00e3o h\u00e1 ex\u00f3tico, mas apenas o aculturado servilismo de uma ocidentaliza\u00e7\u00e3o rasca em metropoles hiper-polu\u00eddas. O ex\u00f3tico \u00e9 o antigo que j\u00e1 n\u00e3o est\u00e1 l\u00e1 disfar\u00e7ado de novo por vir. O ex\u00f3tico \u00e9 o ovo podre de um novo que por a\u00ed n\u00e3o vai vingar. E agora meus cabr\u00f5es?<\/p>\n<p>A arte pol\u00edtica que reflecte sobre o seu tempo<\/p>\n<p>A arte que se vende no Mercado como protesto anticapitalista <\/p>\n<p>Se o comunismo desse lucro estariamos a fabric\u00e1-lo<\/p>\n<p>Mas o marxismo d\u00e1 luta d\u00e1 lucro daily daily d\u00f4, papagaio voa!<\/p>\n<p>O artista marxista mais marxista que Marx<\/p>\n<p>Utiliza a tend\u00eancia groucho para fazer neg\u00f3cios de pantomina<br \/>\nPantomina = Panto + Mina<\/p>\n<p>O Tudo e a esposa de Dr\u00e1cula<\/p>\n<p>Ou Pranto- Mina, Esperanto- Mina<\/p>\n<p>Mina: riqueza subterranea,<br \/>\nmineral.<br \/>\nOuro<\/p>\n<p>O meu menino \u00e9 de Ouro<\/p>\n<p>Depois da fonte de Duchamp, a sanita de ouro maci\u00e7o. Est\u00e1 certo. Como o lobo que diz aos cordeiros: votem em mim. N\u00e3o minto. Vou-vos comer a todos.<br \/>\nQuanto mais cr\u00edtico do sistema, mais sedento de se fundir com ele.<br \/>\nDe fornicar com o sistema, ter criaturas-arte com o sistema. Criaturas que s\u00e3o depois adoptadas pelas criaturas de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica que s\u00e3o os compradores de arte contempor\u00e2nea. O futuro \u00e9 j\u00e1 ontem!<\/p>\n<p>Queres o qu\u00ea? Estar no teu cantinho plantado \u00e1 beira do tsunami a fazer a tua artezinha terapeutica ou transmenipeica e fazer de conta que n\u00e3o tens nada a ver com o mundo da arte? Ninguem te v\u00ea, homenzinho. O mais cego \u00e9 quem n\u00e3o quer ver e o Mundo da Arte, que h\u00e1 de ser um paraiso tipo Disney, n\u00e3o te quer ver. <\/p>\n<p>\u00c9 o resultado da tua birra<\/p>\n<p>\u201cDesde que me sinta bem a fazer o que eu fa\u00e7o\u2026\u201d<br \/>\nE o autobroche, Jovem centen\u00e1rio? Bastas-te a ti mesmo \u00f3 pescadinha de rabo na boca!<br \/>\nO Mundo da arte \u00e9 uma ma\u00e7\u00e3 de Eva<\/p>\n<p>Como aquelas que se vendiam na feira: sabiam a cona, mas tu deste uma trincadela e disseste: argh! Isto sabe a merda!!!<br \/>\nVai rodando! Deste a trincadela do lado errado<\/p>\n<p>O sabor das fezes do diabo n\u00e3o \u00e9 sabor do in\u00edcio da vida<\/p>\n<p>Ningu\u00e9m nas Belas-Artes te explicou que mais de metade do trabalho em Arte \u00e9 posicionares o teu trabalho e inventares uma persona vend\u00e1vel?<br \/>\nNa realidade esse \u00e9 o trabalho do artista. O verdadeiro trabalho do artista \u00e9 convencer os outros que o seu trabalho, seja o que for, \u00e9 arte. E isso \u00e9 que \u00e9 ser artista.<br \/>\nV\u00e1 l\u00e1! Ah que chatice lamber c\u00fas e tal\u2026 Chama-se ser adulto! Ser um animal social, ser razo\u00e1vel. Para que outros te vendam tens de saber vender-te. Em que s\u00e9culo vives? Em que h\u00famido s\u00f3t\u00e3o do pensamento subsistes a comer insectos?<br \/>\n As coisas t\u00eam de ter um nome e t\u00eam de ser reconhecidas pelas m\u00e1quinas de reconhecimento. As m\u00e1quinas s\u00e3o, \u00e9 certo, demasiado simples pelo que te parecem demasiado complicadas.<br \/>\nTens um pa\u00eds com artistas conceptuais que  ultilizam o novo tratado ortogr\u00e1phico- newspeack<br \/>\nA arte tamb\u00e9m ser\u00e1 e j\u00e1 est\u00e1 a ser newspeack.<\/p>\n<p>Tudo aquilo que \u00e9 tratado como sendo arte acaba por ser arte<\/p>\n<p>De certa maneira a Arte \u00e9 como Deus. Abrange tudo, pr\u00e1cticas tradicionalmente art\u00edsticas (estas menos, por acaso) e pr\u00e1cticas que s\u00f3 agora podemos revelar como art\u00edsticas. <\/p>\n<p>Como massagems, defecar em cabeleireiros, empregadismo de mesa sobre tela, manipula\u00e7\u00e3o de matilhas, Eutan\u00e1sia, Tortura (mental e f\u00edsica), trap\u00e9zio, lamber selos, etc.<\/p>\n<p>No futuro haver\u00e3o m\u00e1quinas perfeitas que avaliar\u00e3o a arte de uma forma justa.<br \/>\nDir\u00e3o quem \u00e9 quem n\u00e3o \u00e9<br \/>\nE<br \/>\no que<br \/>\n\u00c9 e o que n\u00e3o \u00e9.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Remix de um remix Aqui vai um remix para ser remixado (em redobles) do Material Vieira \u201cestava pr\u00f3xima a P\u00e1scoa dos judeus e Jesus subiu a Jerusal\u00e9m. No Templo, encontrou os vendedores de bois, ovelhas e pombas e os cambistas que estavam a\u00ed sentados. 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